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Sociedade da informação e Estado digital

Como o Estado português identifica, autentica e faz assinar: Chave Móvel Digital, história das políticas da sociedade da informação e governação da Internet.

Leituras deste tema

Sociedade da informação e Estado digital

Chave Móvel Digital: autenticar, ativar, assinar

Os três gestos da CMD separados passo a passo: entrar nos portais, ativar por app, Autenticação.gov ou Finanças, e assinar PDF no navegador.

A expressão «sociedade da informação» parece de outro século — e é. Designou a promessa de que redes, computadores e dados reorganizariam o Estado, a escola e o comércio. Em Portugal, essa promessa teve programas, orçamentos e agências com nome e datas. Este caderno acompanha o que dela se tornou prática corrente: a forma como o Estado identifica, autentica e aceita assinaturas digitais, e a conversa mundial sobre quem governa a Internet.

O que aqui se lê

No plano prático, os textos deste eixo separam os gestos que se confundem no dia a dia: entrar num portal público com um único login, ativar esse login pela primeira vez, assinar um documento com validade legal. O ponto de partida é o guia Chave Móvel Digital: autenticar, ativar, assinar, escrito a partir das páginas oficiais do serviço, e a pergunta seguinte — quem pode aderir sem Cartão de Cidadão português.

No plano histórico, o eixo reconstitui o fio das políticas públicas: a UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento, I.P. foi a entidade pública responsável pela coordenação das políticas para a sociedade da informação entre 2005 e 2012, tendo sucedido à Unidade de Missão Inovação e Conhecimento, e o seu arquivo está hoje guardado no Arquivo de Ciência e Tecnologia da Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Desde 1 de março de 2012, é a FCT que sucedeu à UMIC na responsabilidade pela coordenação das políticas públicas para a Sociedade da Informação em Portugal, como consta no seu enquadramento legal. Das decisões dessa época nasceram obrigações concretas — como as regras de acessibilidade dos sítios governamentais — que ainda se sentem.

Da governação da rede

A sociedade da informação nunca foi apenas nacional. Na sequência da Cimeira Mundial sobre a Sociedade da Informação, realizada em 2005, criou-se um fórum multilateral onde Estados, empresas e organizações discutem a governação da Internet. É uma conversa técnica à primeira vista e política no fundo: quem define nomes, quem garante o acesso, quem protege quem usa. Um texto futuro deste caderno explica esse fórum e o lugar que Portugal nele ocupou, com fontes arquivadas.

Este eixo completa-se com os outros dois cadernos da casa: a página inicial reúne o mapa geral — inclusão digital e acessibilidade de um lado, redes de ensino e memória da web do outro.

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